Que Alte é uma aldeia antiga, todos nós sabemos, mas já conhecias a lenda que lhe deu origem?

Alte é conhecida, principalmente, por três razões:
1 – É uma das aldeia mais típica do Algarve;
2 – Pelas suas zonas de descanso e recreio (Fonte Pequena, Fonte Grande e Queda do Vigário);
3 – Carnaval.

Com origens no Séc. XVI, a aldeia de Alte é o local de eleição para os turistas que a visitam de todos os cantos do mundo. Desde a magnífica Igreja de Nossa Senhora da Assunção, o percurso da ribeira (com a sua piscina natural, os açudes e a belíssima cascata), as ruas típicas enfeitadas de vasos de flores e buganvílias, há muita coisa para ver (e provar) em Alte!
Mas hoje vamos falar da sua origem: a Lavradeira de Alte e a sua zanga com um padre de uma igreja próxima.
Embora não se saiba ao certo de que igreja se fale nem de que povoação próxima, foi graças a esse desentendimento que esta aldeia se edificou.
Uma lenda conta a estória de uma lavradora muito abastada, frequentadora assídua da missa, que em muito contribuía para as despesas da igreja e do Capelão. Este nunca começava a homilia antes que a lavradora chegasse. Certo dia, por causa da distância a que esta vivia da igreja, atrasou-se demasiado e o Capelão iniciou a missa. Ao encontrar-se com outros fiéis a caminho da igreja, num local alto, ao tomar conhecimento de que a cerimónia já se realizara, disse: «Alto! Aqui mandarei edificar uma Igreja». Em torno dessa igreja, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, se desenvolveu a freguesia de Alte, com a Serra do Caldeirão a norte e os vales do Barrocal a sul. (Fonte)
Alte no universo de “O Guardião das Lendas”

Alte foi um dos sítios onde passei um pouco da minha infância; tenho família lá e, pelo menos, um dia do Carnaval também era passado lá.
Nunca fui muito de ir para as zonas de banhos, pois as minhas visitas sempre foram mais familiares e fora do verão. Mas tudo o resto que a aldeia oferece eu posso dizer que vivi. Tenho memórias daquele local que continuam na minha mente, ainda mais atualmente em que estou a escrever estes episódios especiais.
Alte é o lar de Maria, a avó de Luísa. É ali onde Luísa passa muito do seu tempo livre pois também se sente muito ligada à aldeia por causa da sua infância – ela também viveu lá boa parte da sua vida com a sua mãe, Dalila, antes de ambas terem ido morar para uma urbanização próxima.
Eu gosto de fazer estas pequenas “brincadeiras” onde utilizo estes cenários reais para misturar com as lendas e criar esta atmosfera que liga a estória de “O Guardião das Lendas” com locais reais e que têm as suas próprias lendas na vida real. Traz mais credibilidade e lógica ao que é contado – mesmo que se saiba que é tudo fantasia.
Alte também é o lar de Juliana, a outra filha de Maria. Juliana casou com Diogo, mais um filho da terra, e juntos tiveram quatro filhos: André, Bernardo, Cristiano e Dário. E Luísa é apaixonada pelos primos, adora-os de coração; brinca com eles, passeiam juntos, passam muito tempo de qualidade – é ela quem cuida deles quando Juliana e Diogo querem um momento a sós.
Como é uma família tão “filha da terra”, é natural que participem nas comemorações que por ali acontecem; principalmente o Carnaval.
O Carnaval de Alte sempre foi cheio de cor, alegria, música e festa. E foi isso que eu tentei transmitir no Especial de Carnaval: Os Caretos de Alte. Embora, como bem sabemos, os Caretos não são personagens que marcam presença num Carnaval como o de Alte, a verdade é que a visita deles casou muito bem com a lenda da Lavradeira ao criar um conflito que poderia muito bem ter acontecido – mesmo que não seja verdade!
Pouco vimos de Alte neste Especial de Carnaval, mas prometo que voltaremos lá e descobriremos mais lendas na companhia de Luísa – e não só.

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Fontes:
jf-alte.pt
ruraldigitalnomads.com
Imagens:
novagente.pt
barlavento.pt