Muito se falam de lendas de mouras encantadas, mas pouco se falam dos mouros encantados. Ou assustadores.
Hoje voltamos a Silves para vos contar a lenda de um mouro travesso, e é assim…

Há também no Castelo de Silves uma lenda de um mouro encantado. Ele apareceria, com o seu chapéu de aba larga, de manhã, na parte norte do Castelo, desafiando as pobres lavadeiras que iam lavar às pequenas toalhas de água que por aí surgiam. De um modo geral, as lavadeiras faziam-lhe surriada e ele vingava-se desencadeando sobre elas chuvas de pedra.
Quando no Castelo foram instaladas as prisões, o mouro desapareceu. No entanto os presos diziam que todas as noites sentiam, pela meia noite, um estremecimento em todo o Castelo e ouviam, até de madrugada, o mouro remexendo em papéis velhos.Texto retirado de lendarium.org
Enquanto as lendas da mouras costumam mostrar mais detalhes e explorar melhor quem elas são, as lendas dos mouros costumam ser bem mais simples e diretas ao ponto.
Isso não quer dizer que não podemos tentar dar-lhes um ar mais assustador… e isso é o que eu vou tentar fazer.
Existem várias lendas em Silves, principalmente em volta do castelo. Conta-se da existência de um Mouro que tinha um chapéu de abas largas. Aparecia às lavadeiras que desciam ao rio para lavar as roupas e tentava assustá-las, mas sem muita sorte. Era até ridicularizado por elas graças às tentativas falhadas. Na verdade, aquele homem parecia-lhes um pateta completo com aquele chapéu.
Mas ele não desistia e, tomado pela raiva, agarra em pedras do chão e atirava-lhes com força e pontaria. Agora sim, gritavam de pavor e dor! Várias foram as que sofreram ferimentos graves na cabeça e em algumas zonas mais frágeis do corpo.
O mais estranho é que nunca ninguém o conseguiu apanhar. E as lavadeiras continuam a sofrer com as pedras afiadas que as atingiam pelo corpo.
Com o passar do tempo, decidiram construir prisões no castelo e o mouro deixou de aparecer.
Nessas prisões, dizem que, por volta da meia noite, se via a sua silhueta pelas paredes acompanhada por sons de folhas e tremores que ecoavam pelos corredores. Promessas eram ouvidas, trazidas pela brisa, onde se dizia que iria buscar cada um dos presos. Ao longo do tempo, cada um deles desapareceu durante a noite. Os guardas pensavam que fugiam, mas os restantes prisioneiros sabiam a verdade… cada um deles estava a ser levado por aquela alma condenada. Os tremores, dizem, eram as pedras que arremessava contra as paredes do castelo e o folhear vinha da sua busca pelos registos dos prisioneiros.
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Fontes:
lendarium.org